Conversação

Como saber se suas aulas de inglês estão realmente funcionando?

Está fazendo aulas de inglês, mas não sabe se está evoluindo? Veja sinais concretos de progresso e o que observar em uma boa aula particular.

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Você faz aulas de inglês toda semana, estuda, pratica e tenta se dedicar. Mas, depois de alguns meses, surge uma dúvida:

“Será que eu estou realmente evoluindo?”

Essa pergunta pode ser difícil de responder.

Às vezes você sente que está melhorando. Em outras semanas, parece que continua cometendo os mesmos erros e travando nas mesmas situações.

Também existe outra questão: como saber se o problema está no seu próprio estudo ou se as aulas não estão sendo bem direcionadas para o que você precisa?

Uma boa maneira de analisar isso é observar o que acontece ao longo do tempo, e não apenas como você se sente depois de uma aula específica.

1. Você consegue fazer hoje coisas que antes eram difíceis

Um dos sinais mais importantes de progresso é conseguir realizar tarefas que anteriormente exigiam muito esforço.

Por exemplo:

  • antes você precisava preparar uma frase antes de falar;
  • agora consegue responder algumas perguntas espontaneamente;
  • antes precisava traduzir praticamente tudo;
  • agora entende algumas expressões diretamente em inglês;
  • antes evitava determinadas situações;
  • agora consegue participar delas, mesmo cometendo alguns erros.

Isso pode parecer pequeno, mas é justamente esse tipo de mudança que mostra desenvolvimento.

O progresso em um idioma nem sempre aparece como uma grande transformação repentina. Muitas vezes, aparece quando uma situação que costumava exigir muito esforço começa a ficar mais fácil.

2. Seu professor consegue dizer exatamente o que você precisa melhorar

Existe uma diferença entre receber uma avaliação genérica e receber um feedback específico.

Imagine que você termine uma atividade de conversação e o professor diga:

“Você precisa praticar mais inglês.”

Essa informação não ajuda muito.

Agora imagine que ele diga:

“Você consegue construir as frases, mas ainda demora para recuperar alguns verbos durante a conversa. Vamos trabalhar isso nas próximas atividades.”

A segunda observação dá uma direção.

Um professor precisa conseguir perceber padrões na sua produção e transformar essas observações em objetivos de aprendizagem.

Isso pode envolver vocabulário, gramática, pronúncia, compreensão oral, fluência ou qualquer outra habilidade relevante para o seu objetivo.

O importante é que o feedback esteja relacionado ao que você realmente está fazendo durante as aulas.

3. As aulas mudam conforme suas dificuldades aparecem

Imagine que você começou as aulas querendo melhorar sua conversação.

Depois de algumas semanas, seu professor percebe que você consegue conversar, mas frequentemente procura palavras que já conhece, tem dificuldade com determinados tempos verbais e não entende bem quando alguém fala mais rapidamente.

Essas informações deveriam influenciar as próximas aulas.

Talvez uma atividade que estava planejada originalmente seja adaptada. Talvez determinada estrutura seja retomada. Talvez uma parte maior da aula passe a ser dedicada à conversação ou à compreensão oral.

Esse é um dos grandes diferenciais de uma aula individual: o conteúdo pode acompanhar o aluno.

Se todas as aulas fossem exatamente iguais, independentemente do que acontece durante elas, seria difícil aproveitar completamente essa possibilidade.

4. Você recebe feedback que consegue colocar em prática

Feedback não serve apenas para mostrar que você cometeu um erro.

Ele precisa ajudar você a saber o que fazer com essa informação.

Imagine que você sempre diga uma determinada palavra com a sílaba tônica incorreta.

Saber que existe um erro é útil.

Mas é ainda mais útil entender:

  • qual é a pronúncia esperada;
  • onde está a sílaba tônica;
  • como produzir a palavra;
  • e depois ter oportunidades para usá-la novamente.

O mesmo vale para gramática, vocabulário e conversação.

Um erro identificado durante uma aula pode se transformar em uma oportunidade para praticar novamente aquela estrutura em outro contexto.

É assim que o feedback deixa de ser apenas uma correção e passa a fazer parte do processo de aprendizagem.

5. Você consegue perceber progresso quando repete situações semelhantes

Uma maneira interessante de perceber evolução é comparar seu desempenho em situações semelhantes ao longo do tempo.

Por exemplo, imagine que você grave uma resposta de dois minutos sobre sua rotina hoje.

Depois de algumas semanas ou meses, você faz uma atividade parecida.

Talvez você perceba que:

  • fala por mais tempo;
  • faz menos pausas;
  • encontra as palavras mais rapidamente;
  • constrói frases com mais facilidade;
  • consegue desenvolver melhor suas ideias.

Você não precisa necessariamente comparar cada palavra ou contar cada erro.

A pergunta principal é:

“O que consigo fazer agora que antes era difícil?”

Ter objetivos observáveis ajuda bastante nesse processo. Em vez de pensar apenas “quero melhorar meu inglês”, você pode definir algo mais concreto:

“Quero conseguir explicar meu trabalho em inglês por cinco minutos.”

ou:

“Quero conseguir participar de uma conversa sem precisar preparar todas as frases antes.”

Assim, fica mais fácil perceber quando esse objetivo começa a se tornar possível.

6. Você sabe o que está tentando melhorar agora

Depois de algum tempo de estudo, você deveria conseguir responder:

“Qual é a minha principal dificuldade neste momento?”

Talvez seja:

  • falar com mais espontaneidade;
  • entender diferentes sotaques;
  • melhorar a pronúncia;
  • aumentar o vocabulário ativo;
  • usar determinados tempos verbais;
  • participar de reuniões;
  • fazer apresentações;
  • conversar sem traduzir mentalmente.

E existe uma segunda pergunta igualmente importante:

“O que estou fazendo para melhorar isso?”

Se você sabe qual é a dificuldade, mas não consegue explicar como as aulas estão trabalhando nela, talvez esteja faltando um pouco mais de direção.

Isso não significa que cada aula precise ter um objetivo completamente diferente.

Algumas habilidades precisam ser trabalhadas repetidamente.

Mas deve existir uma relação entre o que foi observado, o que está sendo praticado e o que será trabalhado a seguir.

Uma aula divertida significa que você está aprendendo?

Não necessariamente.

Uma aula pode ser divertida, descontraída e agradável — e isso é ótimo.

Mas diversão, sozinha, não permite avaliar o aprendizado.

Da mesma forma, uma aula mais desafiadora não significa necessariamente que ela foi ruim.

Às vezes, uma atividade pode mostrar exatamente aquilo que você ainda não consegue fazer.

Por exemplo, você pode sair de uma aula pensando:

“Nossa, eu errei muito hoje.”

Mas, olhando com mais atenção, pode descobrir que conseguiu falar por cinco minutos sobre um assunto que antes não conseguiria abordar.

O sentimento depois da aula é apenas uma parte da história.

O mais interessante é observar o que acontece com seu desempenho ao longo de várias aulas.

E se eu estiver estudando há meses e ainda cometer os mesmos erros?

Isso também merece atenção.

Cometer um erro repetidamente não significa automaticamente que as aulas não estão funcionando.

Alguns aspectos do idioma levam tempo para se tornar automáticos.

A questão é outra:

o erro está sendo percebido e trabalhado?

Se você continua cometendo determinado erro, mas seu professor já identificou o padrão e está criando oportunidades para você praticá-lo, isso pode fazer parte normal do processo.

Por outro lado, se uma dificuldade aparece repetidamente e nunca é discutida, talvez esteja faltando diagnóstico ou acompanhamento.

O progresso não precisa significar:

“Nunca mais cometi esse erro.”

Pode significar:

“Agora percebo o erro sozinho.”

ou:

“Ainda cometo o erro, mas com menos frequência.”

ou:

“Consigo me corrigir enquanto estou falando.”

Essas também são mudanças importantes.

Como avaliar suas aulas de maneira mais objetiva

Você pode fazer uma pequena revisão a cada quatro ou oito semanas.

Pergunte a si mesmo:

Conversação

Consigo falar com mais facilidade do que antes?

Compreensão

Entendo situações que antes eram difíceis?

Vocabulário

Consigo usar palavras que antes apenas reconhecia?

Pronúncia

As pessoas entendem minha fala com mais facilidade?

Gramática

Algumas estruturas que exigiam muito esforço estão ficando mais automáticas?

Confiança

Estou mais disposto a participar de situações em inglês?

Objetivos

Estou mais perto das situações que realmente queria conseguir realizar em inglês?

Não é necessário responder “sim” para todas.

O objetivo é identificar onde existe progresso e onde ainda existe trabalho a fazer.

O papel do professor nesse processo

Em uma aula particular, o professor tem uma vantagem importante: consegue observar você de maneira contínua.

Ao longo das aulas, ele pode perceber padrões que talvez passem despercebidos para você.

Você pode sentir:

“Meu inglês está ruim.”

Enquanto o professor percebe algo mais específico:

“Sua compreensão melhorou bastante, mas você ainda demora para recuperar vocabulário durante a fala.”

Essa diferença é importante.

Quanto mais específico for o diagnóstico, mais específica pode ser a prática.

E, com o tempo, o professor pode comparar o seu desempenho atual com aquilo que observou anteriormente.

É por isso que uma boa aula particular não deveria ser apenas uma sequência de atividades desconectadas.

Existe valor em observar, identificar, praticar, receber feedback, ajustar e praticar novamente.

Afinal, como saber se suas aulas estão funcionando?

Não existe um único indicador que consiga responder isso.

Você pode estar evoluindo mesmo que ainda cometa erros.

Pode estar fazendo progresso mesmo que algumas semanas pareçam difíceis.

E pode gostar muito das aulas sem necessariamente ter clareza sobre o que está melhorando.

O melhor sinal é observar se existe uma relação entre:

o que você precisa melhorar → o que acontece nas aulas → o feedback que recebe → aquilo que consegue fazer com o tempo.

Se essa relação existe, você tem muito mais elementos para avaliar seu progresso.

E talvez a pergunta mais útil para fazer de tempos em tempos seja simplesmente:

“O que consigo fazer hoje em inglês que eu não conseguia fazer alguns meses atrás?”

A resposta pode mostrar mais sobre seu progresso do que a quantidade de páginas que você estudou ou o número de palavras que você memorizou.

Para saber mais

A avaliação e o feedback são partes importantes do processo de aprendizagem de idiomas. Algumas referências úteis para aprofundar o assunto são:

ACTFL — Provide Effective Feedback

Orientações sobre como oferecer feedback específico, oportuno e relacionado aos objetivos de aprendizagem.

British Council — Rethinking English Language Assessment

Discussão sobre avaliação contínua e utilização das informações obtidas para adaptar o ensino às necessidades do aluno.

Council of Europe — CEFR Descriptors

Descritores que ajudam a observar a proficiência a partir daquilo que o aprendiz consegue efetivamente realizar com a língua.

Conheça as aulas de inglês

Se você sente que entende bastante inglês, mas ainda demora para colocar suas ideias em palavras, as aulas podem ser direcionadas justamente para esse tipo de situação.

Nas aulas particulares online, trabalhamos conversação, vocabulário, estruturas e situações relacionadas aos seus objetivos, com espaço para praticar e receber feedback.

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